sexta, 17 novembro 2017 11:48

Lixo nas cidades: um problema de Saúde Pública

lixo nas cidades O Presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), Tagir Ássimo Carimo, afirmou recentemente, durante o encerramento do Projecto para o Reforço do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos Urbanos (PROSIGRU), que o lixo nas cidades constitui um problema de Saúde Pública.


Para o Presidente da ANAMM, a gestão de resíduos sólidos urbanos não pode, somente, ser res-ponsabilizada aos conselhos municipais, mas também, deve ser encarada como um problema de Saúde Pública. “Cada um deve dar o seu máximo esforço visando a manutenção da limpeza dos produtos e vias de acesso, porque só com iniciativas similares podemos manter os locais aprazíveis para a atracção de turistas e entrada de divisas no País.


“Podemos aproveitar o lixo como fonte de renda dos agregados familiares, assim como para o transformar em adubos”, disse o Presidente da ANAMM.
Por seu turno, o Representante do Ministério da Terra Am-biente, Terra e Desenvolvimento Rural (MITADER) António Abacar, realçou que as práticas comuns demonstram que tendemos a afastarmo-nos do lixo para o mais longe das nos-sas casas sem, sequer, considerarmos a possibilidade do aproveita-mento destes resíduos e, “este projecto trouxe a consciência de que nem tudo o que chamamos lixo é exactamente lixo, no sentido lato”.


“Existem experiências em África e a nível mundial de aproveitamento do lixo para a criação de receitas para as famílias”, disse António Abacar.
Intervindo na mesma sessão, Simona Mortoro, representante da “LVIA” em Moçambique, fez saber que a implementação deste projecto custou 1 milhão de euros e todos os 53 municípios beneficiaram-se, de alguma forma, desta iniciativa.


“Foi uma experiência valiosa que permitiu o conhecimento profundo sobre os problemas que os muni-cípios moçambicanos enfrentam mas, mesmo com o fim deste Projecto, vamos continuar a contribuir para a melhoria da gestão municipal em Moçambique”, garantiu.